Plataforma: DS | Desenvolvedora: Camelot Software Planning
Editora: Nintendo | Gênero: RPG
Sinopse: O jogo retoma a história 30 anos depois dos eventos dos primeiros dois títulos. O mundo agora é ameaçado por um novo perigo: Vórtices de Psynergy, que absorvem a Psynergy elementar dos Adepts, estão surgindo em todos os cantos do mundo. A nova geração de heróis é chamada e deve atravessar um mundo caótico que agora sucumbe a um novo mal.
Melhor: Um J-RPG com enredo interessante no portátil
Pior: A mesma jogabilidade de games da era 16-bit
Arte de primeira, engrenagens que precisavam de mais lubrificante e o tentador botão "skip"
por Luis Andion
A biblioteca do Nintendo DS contém mais J-RPGs do que Kevin Butler recebe cartas nintendistas de ódio toda manhã. Golden Sun: Dark Dawn é mais um integrante desta montanha nipônica e recebeu a honra de ser pré-considerado pela mídia como um dos últimos grandes jogos para o já saudoso Dual Screen - contudo, será mesmo que ele conseguiu se sobressair dentro de uma lista tão vasta de títulos do mesmo gênero? Em um quesito, sim.
Após não muito tempo com Dark Dawn, já se nota que ele é o mais bonito de todos. Os concorrentes recentes chegaram com uma potência gráfica louvável, mas a jornada da Camelot foi a única que conseguiu mesclar uma ótima definição visual com ambientes criativos e imersivos - um fator importantíssimo que tem sido esquecido por muitos desenvolvedores.

Quando um game exige mais do que 30 horas de dedicação, o mínimo que se espera é que o pacote ofereça uma direção artística e enredo que façam todo este empenho valer à pena. Em outras palavras, que consigam transmitir ao jogador um novo universo por meio das telas. O problema é que este não só é o maior trunfo deste "último grande RPG", como infelizmente também é seu único ponto de destaque.
A exploração, os puzzles, as batalhas, as engrenagens que de fato fazem o jogo ir para frente precisavam de bastante lubrificante para se equivaler às conquistas dos episódios de Game Boy Advance. Para evitar criar problemas ao mudar muito o que já conhecíamos, acabaram por jogar verde demais e criaram uma aventura que não acrescenta nada perto da ideia que toda a bela apresentação indica que experimentariamos.
Se isso não o desanimou o bastante, saiba que para desbravar o mundo de Weyard é preciso muito interesse e paciência. Triunfar sobre uma maratona de puzzles clichês em um gênero que já é conhecido por seu ritmo pausado não é para qualquer um.

Sem falar nos diálogos. O botão "skip" nunca foi tão tentador. Nada contra um bate-papo polido e bem pensado, mas os benditos personagens NUNCA fecham a matraca - e o mais imperdoável de tudo: eles sequer têm voz. A própria Square já provou que é possível fazer uma produção de dublagem bem feita no portátil com seus Final Fantasys, nos obrigar a ler caixas e mais caixas de texto a essa altura do campeonato é uma tortura incompreensível. Por mais que a história seja uma das mais envolventes já narradas dentro do meio dos J-RPGs, deviam respeitar nossa preguiça que eles mesmos criaram.
Dependendo do que você procura, Golden Sun: Dark Dawn pode ser excelente ou péssimo. É como um dos famosos filmes iranianos: belo, intrigante e chatíssimo.
Nota: 7,0
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