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Review - Shank: Um cara rude, armas violentas e perda de interesse

Plataforma: X360/PS3 | Desenvolvedora: Klei Entertainment
Editora: EA | Lançamento: Setembro/2010

Sinopse: Shank é um cara rude com sede de vingança. Após tomar uma surra de uma gangue que sequestrou sua namorada, ele dá um tempo e segue atrás de  pistas para resgatar o amor de sua vida. O jogo é um clássico beat’n’up mesclado com muitos outros elementos possíveis a um jogo de ação lateral.

O Melhor: Adrenalina em alta voltagem
O Pior: Repetitivo ao extremo

Um cara rude, armas violentas e perda de interesse

por Spancer Stachi

Shank foi desenvolvido pela Klei Entertainment, um estúdio pequeno, mas com excelentes jogos inovadores. Os games da Klei se destacam principalmente visualmente, pois todos são bem cartunizados, com personagens marcantes, jogabilidade simples e divertidíssima. Porém, Shank é um passo atrás do estúdio.

Beat’n’up é um estilo que estourou na aurora dos anos 1980, porém, com o passar do tempo,o gênero foi desaparecendo e quase se extinguiu na década de 2000. Até que surgiu uma chance de pequenos estúdios desenvolverem jogos para os grandes sistemas, o que fez o estilo voltar com força total.


Shank segue esse estilo, já que 80% das missões são resolvidas ao dilacerar os inimigos com uma faca em combate mano a mano. Para auxiliar a matança, o personagem conta com pistolas de fogo, metralhadoras,  espingardas e armas mais violentas, como uma serra elétrica e um par de facões. Precisa dizer o quanto o jogo é violento?

Quase todos os problemas se concentram na jogabilidade. O excesso de ações com as facas, armas e pancadas confundem o jogador. Alguns golpes e comandos confusos fazem com que o personagem se meta em problemas sozinho e você, jogador, acaba ficando irritado.

Em determinadas partes, o jogo tenta até ser parececido com Prince of Persia. Mas pra quê? Além disso, muitos inimigos conseguem se defender dos tiros de espingarda e das investidas com serra elétrica. Faz algum sentido isso? A experiência melhora se jogado em modo cooperativo com dois jogadores, porém, a confusão só piora.

Graficamente Shank é bom, os personagens são bem desenvolvidos e animados, porém muito repetitivos. Os cenários são simples e apagados, mas às vezes há uns caprichos visuais de tirar o fôlego, como lutar ao pôr-do-sol, por exemplo.


A parte sonora é muito agradável, excelente trilha que mescla rock com música mexicana. Os efeitos sonoros são bem trabalhados, se jogado em um bom sistema de som chega a impressionar. As cutscenes são bonitas, com  dublagem e efeitos de briga benfeitos. Nesse aspecto, o jogo merece nota 10!

Para um jogo de Live Arcade e de PSN que custa US$ 15 (R$ 27,00), Shank não vale muito o investimento. Só se você for muito fã do estilo e não perde nenhum título. De maneira geral, não há muitas falhas graves, mas uma sequência de pequenos problemas podem irritar e fazer o jogador perder o interesse muito rapidamente. Faltou um pouco mais de capricho.

Nota: 6,0

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